Performance/residência na Virada Cultural

Deus é um DJ está de volta, numa nova configuração, com direção de Marcos Damigo e os intérpretes Ana Paula Lopez e Lucas Brandão.

De certa forma, esta sempre foi uma obra em processo, assimilando novas possibilidades ao longo da sua trajetória, tanto no uso de câmeras e vídeo quanto no aprofundamento da relação do casal de artistas/personagens e deles com a própria obra.

Seguindo esse movimento, tornou-se natural que Marcos Damigo, idealizador do projeto desde o início, saltasse para a função de diretor, e chamasse dois intérpretes que agregam outras camadas à obra: Ana Paula Lopez, que além de atriz é bailarina, e Lucas Brandão, além de ator é formado em cinema.

A estreia dessa nova fase se deu na Virada Cultural, num projeto bastante ousado: montamos uma instalação no corredor da Galeria Olido em pleno coração da Virada Cultural, onde os intérpretes ficaram as 24 horas da Virada, entre sessões da própria obra e outras performances.

Foi intenso e revelador de várias camadas. Os pressupostos da obra, de viver num local público, foi experimentado de fato, e trouxe outras questões para seguirmos trabalhando com esta obra.

Já se tornou um clichê dizer que o teatro é uma arte que se renova a cada dia diante do espectador que está assistindo àquela única sessão, mas o texto do Falk Richter propõe realizar isso de uma forma radicalmente verdadeira. Por um lado um enorme desafio, um “salto sem rede”. Por outro, a possibilidade de experimentar, com a plateia, uma nova relação com a ideia de uma obra realizada ao vivo.

As fotos mostradas aqui foram tiradas pelo pessoal do Saraus SP.

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