Virada Cultural

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“A mídia que nos cerca tem força para nos formatar. Mas nós não percebemos isso a maior parte do tempo. Porque a mídia é divertida, não dói, entretém, e nós não esperamos que o entretenimento dê forma às nossa vidas com tanta força.”

Falk Richter, em depoimento escrito especialmente para a encenação brasileira.

SINOPSE

Um casal de artistas fica exposto em um espaço durante toda a Virada Cultural. Neste período, ocorrem cinco sessões de ‘Deus é um DJ’, obra teatral do alemão Falk Richter, numa versão especialmente criada, e nos intervalos eles entrevistam pessoas, dormem, comem, ouvem música. Conteúdos audiovisuais são gerados e postados durante o evento. Então…

apresentacao

O projeto parte da obra teatral ‘Deus é um DJ’, do autor alemão Falk Richter, onde um casal é contratado para viver numa galeria como se fosse uma obra de arte. O autor usa esse mote para tratar de questões bastante atuais, como a exposição individual, a diluição dos limites entre o público e o privado e a necessidade de se vender como um produto interessante e desejável. O espetáculo, que trouxe ao público brasileiro pela primeira vez esse importante dramaturgo e diretor alemão, estreou no Oi Futuro no Rio de Janeiro em 2011 e no Museu da Imagem e do Som em São Paulo em 2013, passando por alguns festivais de teatro. A montagem brasileira original, idealizada por Marcos Damigo, contava com Marcelo Rubens Paiva na direção e teve, contracenando com o próprio Marcos Damigo, as atrizes Maria Ribeiro, Juliana Schalch e Guta Ruiz em diferentes momentos.

Retomando os trabalhos com esta obra, Marcos Damigo assumiu a direção e no elenco estão Lucas Brandão e Ana Paula Lopez. Este núcleo artístico já está se encontrando há algum tempo para se aprofundar na obra de Falk Richter, e encontrou na Virada Cultural a oportunidade ideal para aprofundar as questões contidas em ‘Deus é um DJ’.

A ideia então é colocar os intérpretes dentro de um espaço durante as vinte e quatro horas da Virada Cultural. Neste período, eles deverão realizar cinco sessões da obra ‘Deus é um DJ’ (às 20h, 24h, 04h, 12h e 16h). Nos intervalos entre as sessões eles entrevistam pessoas, dormem e/ou ouvem música. Conteúdos audiovisuais serão gerados e postados durante o evento.

plateia

O espetáculo tem uma forte interação com o universo virtual, configurando-se numa experiência muito especial nesse sentido.

Exemplo disso é que os espectadores não só não são solicitados a desligarem seus aparelhos celulares, como inclusive estimulados a tirarem fotos e postarem nas redes sociais, viralizando conteúdos da obra.

Isso só é possível porque o texto propõe essa experiência calcada no ‘aqui e agora’, na ideia de uma realização ao vivo: os próprios intérpretes necessitam da plateia para que a obra se realize completamente. É como se as pessoas não estivessem indo assistir a uma peça de teatro, mas sim conhecer a intimidade daquele casal, exposto.

O maior desafio desta obra, e seu maior mérito talvez, seja justamente proporcionar uma experiência completamente diferente do que as pessoas estão acostumadas a ter quando vão ao teatro.

titulos

O espetáculo parte de um texto que propõe uma vivência baseada na autenticidade da situação presente. Nesse sentido, ele foi se transformando ao longo das apresentações, incorporando novos elementos, abrindo novas camadas de percepção e relação da obra com a plateia.

Ao retomar o projeto, nada mais natural que essa retomada fosse repensada em função de novas possibilidades. Marcos Damigo, como idealizador do projeto desde o início, assume então a direção nessa nova fase e chama para o elenco dois jovens atores que chegam para agregar outras possibilidades: Lucas Brandão, com sua experiência em música e vídeo, e Ana Paula Lopez, com sua formação em dança, abrem uma vasta gama de possibilidades para seguir investigando as propostas do autor.

locais

O local onde a performance será realizada é de fundamental importância. Deve ser um local de fácil acesso e de preferência onde haja uma circulação de pessoas que possam interagir com o casal. Em função dessas características, pensou-se em algumas sugestões de possibilidades:

∆   Vitrine da dança da Galeria Olido. Avenida São João, 473 – Centro (Criamos um projeto de ocupação da Galeria Olido, nossa primeira opção. Clique neste link para visualizar.)

∆   Passagem subterrânea da Rua Coronel Xavier de Toledo. Acesso p/ Praça Ramos de Azevedo, s/n° – Centro

∆   Cubo vazio dentro da estação do Metrô República – Centro

∆   Cubo de vidro da Praça Franklin Roosevelt – Consolação

FICHA

∆   Texto: Falk Richter

∆   Tradução: Annette Ramershoven e Marcelo Rubens Paiva

∆   Direção: Marcos Damigo

∆   Interpretação: Ana Paula Lopez e Lucas Brandão

∆   Concepção: Marcos Damigo e Lucas Brandão

∆   Assistência de direção e produção: Laura Salerno

∆   Produção: Marcos Damigo e Lucas Brandão

curriculos

Falk Richter | texto

Nascido em 1963 em Hamburgo, é uma das vozes mais importantes no teatro alemão hoje. Faz parte de um conjunto de jovens autores pós 1989 – ano da queda do muro de Berlim – uma geração impregnada do fracasso e dos compromissos da geração anterior, que tenta descortinar um mundo onde é cada vez mais difícil distinguir o verdadeiro do falso. Além de escrever, também já dirigiu autores como Shakespeare, Tchekov, Schiller, Brecht, Harold Pinter, Sarah Kane, Jon Fosse. Tem sido o diretor-residente no Schaubühne em Berlim desde 2000, além de trabalhar de forma autônoma em vários teatros e festivais da Europa. ‘Deus é um DJ’ é seu texto mais conhecido, produzido em mais de 40 países.

Marcelo Rubens Paiva | tradução

Autor de vários livros e peças de sucesso, ganhou o Prêmio Jabuti por seu primeiro romance, ‘Feliz Ano Velho’ (que viraram um filme e uma peça de teatro adaptados por ele) e o Prêmio Shell pela peça ‘No Retrovisor’. Para o teatro escreveu também ‘E Aí, Comeu?’ (que virou filme adaptado por ele e dirigido por Felipe Joffily), ‘Mais-que-Imperfeito’, ‘Closet Show’, adaptou seu livro ‘As Mentiras que os Homens Contam’, entre outras. Tem uma coluna semanal no jornal ‘O Estado de São Paulo’. Escreveu também vários outros romances como ‘Blecaute’, ‘Ua Brari’, ‘Bala na Agulha’, ‘Malu de Bicicleta’ (que foi adaptado por ele para o cinema e dirigido por Flavio Tambellini), ‘O Homem que Conhecia as Mulheres’, entre outras.

Annette Ramershoven | tradução

Diretora de teatro, atriz e produtora alemã que morou no Brasil mais de vinte anos e acaba de voltar para Berlim, é formada em Letras e Estudos Latinoamericanos na Freie Universität em Berlim (1986), e pela Escola de Arte Dramática da USP (1991), já dirigiu mais de uma dúzia de peças teatrais, com um destacado trabalho com jovens da periferia de São Paulo, em espetáculos como ‘O Céu com Diamantes’ e ‘Capão Pecado’, no Capão Redondo. Regularmente também é convidada a dirigir na Alemanha, mantendo um forte elo entre as culturas destes dois países.

Marcos Damigo | direção, concepção e produção

Marcos Damigo é ator, diretor, tradutor, autor e produtor. Estudou na Escola de Arte Dramática/ECA/USP (1998). Idealizou a primeira montagem de Falk Richter no Brasil: ‘Deus é um DJ’, com direção de Marcelo Rubens Paiva, que estreou no Oi Futuro, Rio de Janeiro (2011) e em São Paulo no MIS (2013). Atua em ‘Caros Ouvintes’, texto e direção de Otavio Martins. Esteve em ‘Lampião e Lancelote’ (2014), direção de Débora Dubois e trilha de Zeca Baleiro, vencedor do prêmio Bibi Ferreira de melhor musical brasileiro, e em ‘Dueto Para Um’ (2013/14), direção de Mika Lins. Já realizou alguns importantes espetáculos, como ‘Hamlet’ (2002), que também idealizou com direção de Francisco Medeiros, e ‘O Retrato de Dorian Gray’ (2006), onde também assinou a adaptação do romance de Oscar Wilde junto com a diretora Débora Dubois, ambos produzidos para o Teatro Popular do SESI, com meses de temporadas lotadas. Ganhou o prêmio Nascente pelo texto ‘Cabra’, de sua autoria, que produziu e estreou no Centro Cultural São Paulo (1999) com direção de Georgette Fadel, e no projeto ‘Pode entrar que a casa é sua’ concorreu ao prêmio Shell na Categoria Especial (2004). Fez direção de movimento em ‘A Forma das Coisas’ e assistência de direção em ‘RockAntygona’, ambos com direção de Guilherme Leme. Na televisão, esteve recentemente em ‘Joia Rara’ (2014) e ‘Insensato Coração’ (2011), ambas na Rede Globo. Seu primeiro trabalho em TV foi como protagonista da novela ‘Fascinação’ (1998), no SBT.

Ana Paula Lopez | interpretação

Bacharel em dança pela Universidade Anhembi Morumbi e atriz formada pela Escola de Arte Dramática/ECA/USP (2014), tem uma extensa pesquisa em dança e teatro. Desde 2000 vem realizando espetáculos com a orientação e direção de especialistas da área como Lu Favoretto, Mariana Muniz, Bete Dorgam, Celso Frateschi, Bel Teixeira, Carla Candiotto, Grace Passô e Kênia Dias. Criou o duo ‘Ser Outra’, junto com a bailarina Paty Jaya, sob a orientação da bailarina e psicóloga Prem Mukti Mayi e do bailarino e coreógrafo residente na Alemanha Wesley D’Alessandro. Integra a ‘na Cia das Meninas’. Ficou em cartaz durante todo o mês de agosto de 2014 com o espetáculo ‘Carne Moída’, direção de Grace Passô e Kênia Dias, no Teatro Laboratório da USP. É sócia do Ateliê das Meninas, um espaço de pesquisa, aulas e criação artística na Aclimação – São Paulo.

Lucas Brandão | interpretação, concepção e produção

Lucas Brandão formou-se ator pela Escola de Arte Dramática/ECA/USP (2014) e em Cinema pela FAAP (2008). Como diretor, roteirista e montador de cinema e vídeo realizou vários projetos, com destaque para o longa ‘Refluxo’ (em finalização), além de co-dirigir o videoclipe ‘Nós’ da cantora Lulina (2010), o vídeo de comemoração de trinta anos do Grupo Ornitorrinco de Teatro (2008), o curta ‘Um Par a Outro’ (2008), vencedor do Prêmio FIESP/SESI do Cinema Paulista, e os vídeos da instalação-perfomance de Isabel Teixeira e Simone Mina H. Tel & Soul, apresentada no Festival X-Moradias em Mannhein na Alemanha. Em teatro, atuou no espetáculo ‘Animais na Pista’ (2015), dirigido por Isabel Teixeira. Com a diretora Cibele Forjaz, fez direção de vídeo em ‘Maria que virou Jonas ou a Força da Imaginação’ (2015), e assistência de direção e direção de vídeo em ‘Cia. Livre canta Kana Kawã’ (2014). Atuou também em ‘Carne Moída’ (2014), dirigido por Grace Passô e Kenia Dias. Assinou a luz do espetáculo de dança ‘Ser Outra’ (2014), orientado por Wesley D’Alessandro. Fez assistência de direção e operação de luz para ‘Música de Gaveta’ (2013), de Georgette Fadel, Isabel Teixeira e Lincoln Antônio. Criou os vídeos das peças ’52Hz’ e ‘Vermelho-Céu’, dirigidas por Marcelo Lazzaratto (2014). Produziu a peça ‘Perfeitos, Perversos, Educados’, dirigida por Grace Passô, Marcos Damigo e Rodrigo Bolzan (2013). Atuou também nos espetáculos ‘Eleutheria’, dirigido por Isabel Teixeira (2013), ‘Cimbeline’, dirigido por Carla Candiotto (2013), ‘Vorazcidade’, dirigido por Mônica Montenegro e Silvana Garcia (2012).

Laura Salerno | assistência de direção e produção

Produtora dos grupos ‘Cia. Livre’, dirigido por Cibele Forjaz, e ’28 Patas Furiosas’. Graduanda em Licenciatura em Arte-Teatro no Instituto de Artes da UNESP, onde dirigiu a montagem de ‘Monólogo’, texto inédito de Harold Pinter no Brasil – como trabalho de conclusão de curso sob a orientação de Alexandre Mate. Participou dos projetos ‘Pobre Menina Rica’ e ‘Caos do Meu’, onde também esteve como atriz, ambos experimentos do Instituto de Artes da Unesp orientados por Lúcia Romano. É assistente de direção de Wagner Antônio no coletivo ’28 Patas Furiosas’, no espetáculo ‘lenz, um outro’ e no novo processo do grupo. Como produtora, coordenou a produção da VI Semana de Estudos Teatrais do Instituto de Artes da Unesp, em co-realização com o Sesc Consolação e trabalhou na equipe dos livros ‘Retratos do Teatro’, de Bob Sousa, e ‘Teatro Anchieta 4 Décadas’, ambos sob a orientação de Alexandre Mate. Como assistente de produção, trabalhou com Henrique Mariano e Roberta Koyama em produções dirigidas por Enrique Diaz, Laís Bodansky, Hector Babenco, Mika Lins, Marcelo Lazzaratto, Cia dos Atores, Rimini Protokoll, entre outros.

orcamento

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outros

Fotos da primeira montagem

Vídeos da primeira montagem

Clipping da primeira montagem

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